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Da vida
De mim
Do tempo
Do mundo

Da vida

De mim
Da face, dos olhos grandes
Das mãos calejadas
Das costas cansadas
Dos braços fracos

Do tempo
Do relógio
Do calendário
Dos minutos que correm e não me esperam
(dos minutos que correm e não te esperam)

Do mundo
Da vida
De mim
Do tempo
Da vida
Do outro
Do passado
Da vida
De nós
Do presente
Da vida
Deles
Da vida deles
Do futuro

Nosso
Da vida nossa

“Já li mais. Parei um pouco por que às vezes, acaba atrapalhando”. Hermanes, volante do São Paulo.

Com certeza atrapalha pensar...

Alias, como dizia uma antiga professora de filosofia, “Pensar dói” e poucos querem a dor.

Olá,
Sei que não é bom colocar textos longos aqui no blog, por que as pessoas não leem. Mas é que esse texto é muito bom e gostaria de compartilhar com todos.

Também não acho bacana postar textos que não são de minha autoria, mas como disse, esse texto vale a pena pararmos um momento para admirá-lo.

Boa Leitura.


Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.
Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu?
Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.
"Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou. "Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma.
Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta percentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.
É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores.
Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.
Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de ". Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso.
Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto ?
Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.
Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto."
.
Autor desconhecido

O comércio de livros no Brasil nunca esteve tão bem como nesses últimos 3 anos.
A taxa de analfabetismo caiu.
Estamos vivendo o advento da internet.
O número de crianças matriculadas nas escolas aumentou.

Com essas premissas, imaginamos que o brasileiro está lendo, se informando, se aculturando, como dizia José Marques de Melo. No entanto, não é bem assim.
A taxa de leitura, contada por indivíduo alfabetizada, nos mostra que, cada vez mais, as pessoas estão deixando de procurar os livros.
Parece contraditório dizer que as pessoas não estão procurando os livros, sendo que os números mostram um aumento na venda de obras. O que acontece é que, os livros realmente estão sendo mais adquiridos, por um nicho. Apenas uma parcela da população encontrou o meio da literatura para se entreter, aprender, enfim, busca o livro nas prateleiras das livrarias.
Outra grande parcela da população foge, literalmente da leitura. Por motivos infinitos e muitas vezes infundados.
A verdade é que, muitos não foram incentivados a ler, não tiveram a leitura cultivada desde a alfabetização, ou mesmo, deixaram de ler por falta de tempo, preguiça, e como já disse, motivos para fundamentar o fato não acabam.
O problema se torna mais grave quando nos vemos na era da informação, e essa vem muito rápida, se modifica a cada momento e muitas vezes chega vazia, nula, esperando do informado a busca por seu detalhamento, ou mesmo, espera que o informado tenha um conhecimento prévio do assunto.
A solução só é visível, pelo menos a curto prazo, pela educação.
Mais uma vez a escola tem de resolver o problema da sociedade. Mas ela consegue.
O professor tem de estimular seu aluno, de uma forma que este goste de ler, sinta prazer pela leitura. A leitura não deve ser forçada, não tem de ter caráter obrigatório (mesmo sendo), tem de ser agradável.
Para o professor e ator Givaldo Moisés Oliveira, professor de Português, pela Unioeste e especialista em Fundamentos Estéticos para Arte, pela FAP.
O incentivo à leitura, ao hábito e à busca pelos livros deveria vir de casa, mas muitas vezes, as famílias por seus tantos problemas, não direcionam as crianças aos livros. Essa criança cresce sem o gosto pela leitura, e a escola pode intervir novamente, “Trabalhar leitura hoje com o adolescente é uma dificuldade, uma vez que o ato de ler demanda tempo e concentração, e o adolescente hoje é bastante imediatista. Mas é necessário conscientizá-los da importância da leitura enquanto ser que atua socialmente, lembrando que o conhecimento abre portas para muitas possibilidades, e que é necessário para se ter um referencial teórico. Pois em qualquer fase da vida será necessária a atividade da leitura. Quando se trabalha a visão da importância da leitura enquanto relação humana, desperta no adolescente o interesse e a possibilidade do mesmo ir em busca da informação. Também temos que ter em mente que devemos partir da realidade do educando e do seu contexto por exemplo, se eles gostam de musica, partir dessa vertente e trabalhar a musica enquanto produção poética, incentivando a busca da biografia dos cantores, compositores e assim por diante, e automaticamente estaremos incentivando a leitura”, explica Givaldo.
Para ele, a tecnologia é uma realidade e não pode ser desconsiderada, e nem pode ser deixado de lado para ficar questionando se é ou não boa para educação. “O importante é perceber que ela faz parte dessa geração considerada “Geração Digital”, e que eles possuem acesso a uma enorme gama de informação. O que é necessário é ajudá-los na sistematização dessas informações e incentivá-los no que tange a leitura enquanto prazer, formação, criação e pesquisa. Outra possibilidade entre tantas, solicitar a procura de textos de autores na internet e comentários sobre os mesmos, isso também em relação a musica, poesia, curiosidades. Dessa forma estaremos formando leitores, que não deixaram de se conectarem e ao mesmo tempo estaremos incentivando a leitura e a pesquisa”.
DANCE, libere a exaustão. Liberte-se.

Vá as COMPRAS.
Ou só se divirta vendo os outros comprando, e ria de suas aquisições.

Tome um belo BANHO.
Como se diz, “um bom banho, lava a alma”.

ALIMENTE-SE bem!
Para aguentar um dia inteiro é necessário se alimentar bem.

THABALHE.
E o faça com vontade. Com entusiasmo. Mesmo que seja monótono, tente modificar seu ambiente de trabalho.

PAQUERE,
Olhe para todos os lados e em todas as direções. E não desvie o olhar, quando estiver sendo olhado (a).
BEIJE... Aproveite as oportunidades de beijo, pois ele une as pessoas troca emoções, estimula a adrenalina...

E depois de um dia agitado como esse...
DESCANCE Pois amanha tem mais!

Olá aos colegas que acompanham o blog Leitura Opinativa.
Estive meio ausente, mesmo prometendo que não iria falar neste ano.
Estava passando por transições no trabalho, mas agora já estou de volta. E muito feliz.
A mudança nunca é fácil, mas às vezes é necessária.
Parafraseando Chaplin, “bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante”.
Uma boa leitura a todos!


Está é uma história sobre quatro pessoas: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém.
Havia um grande trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém faria.
Qualquer Um poderia ter feito, mas Ninguém fez.
Alguém se zangou por que era um trabalho de Todo Mundo.
Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia faz, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de faz.
Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito.
Colocamos sempre a culpa no tempo,
Fazemos as coisas ainda com a cabeça quente, sem calcular o que pode acontecer
E depois nos arrependemos

Perdemos tanto
Deixamos de ver e de viver coisas tão singelas
Não paramos para pensar

Pensar!
A ação mais intrínseca do ser humano
A principal característica que nos diferencia dos outros animais
E ainda a deixamos de escanteio

Não é necessário perder muito tempo para pensar
Pois se analisarmos o tempo que teremos de perder depois para remediar,
Ou ainda o tempo que não volta atrás
Que passou como uma brisa leve em nossa face
E nós com tanta agilidade viramos o rosto e a deixamos passar...

Mais uma vez essa polêmica da redução da maioridade penal toma a cena na imprensa nacional e junto a ela, a indignação da sociedade frente a tantas denuncias de corrupção nos meios públicos.
Será que diminuindo a idade para ser presos, acabaremos com a bandidagem, a vadiagem, os crimes?
Colocar as crianças e os adolescentes nas cadeias será a solução? Sendo que os maiores bandidos, os mentirosos, “psicopatas” estão nos cargos públicos tomando decisões por nós, pegando nosso dinheiro, que foi conquistado com tanto suor e dado ao país através dos inúmeros impostos...
Certamente que essa não é a coisa mais certa a se fazer, contudo creio que será concretizado, pois nós perdemos a força de gritar e sair às ruas. Não entendo porque as pessoas não têm mais coragem de protestar, ou quando fazem os protestos, acabam colocando os pés pelas mãos, fazendo baderna e arruaça, coisa que não trás beneficio algum.
Enfim, chegará os dias que veremos crianças de dez anos nas cadeias, aprendendo com os chefes, com os verdadeiros reis do crime, técnicas para melhorem quando tiverem a oportunidade de retornar ao convívio da social, poderem aplicar os novos aprendizados.
Nossos senadores, deputados e o presidente irão sim aprovar essa lei e muitos de nós que a principio somos contra, pois conseguimos raciocinar (se bem que nem é preciso pensar muito pra perceber que esta não é a coisa certa), seremos convencidos de que essa foi a melhor alternativa.

Brasil...
Meu Brasil, brasileiro...
Não é preciso dizer mais nada, não é mesmo?!
Essa imagem consegue falar por si só.
É a imagem da nossa política.
Será que um dia iremos fazer algo para acabar com essa farra, ou apenas continuaremos a nos indignar com cenas assim?

Vamos mudar o mundo? Comecemos então com o Brasil...

Vamos instituir a política da mancha, que acaba com as chances de continuar na vida politica quem teve algum ato ilícito comprovado...


Crédito pela foto: Mauro Proença
Pros erros, há o perdão
Pros fracassos, as chances
Pros amores impossíveis, tempo

De nada adianta cercar um coração vazio
Ou economizar alma,
O romance cujo fim é instantâneo ou indolor
Não é romance

Não deixe que a saudade sufoque,
Que a rotina acomode,
Que o medo impeça de tentar,
Desconfie do destino e acredite em você!

Gaste mais horas realizando do que sonhando
Fazendo do que planejando,
Vivendo do que esperando,

Por que embora quem quase morreu esteja vivo,
Quem quase vive, já morreu!

Luís Fernando Veríssimo
O extremismo é todo ato de dizer algo e tomar aquilo por verdade absoluta, irrefutável, inquestionável.
O extremismo cega, torna a pessoa ignorante, mesmo quando a ignorância parece não poder atingi-la.
Ele é capaz de aniquilar toda aparência de cultura e todo conhecimento concebido em bancos acadêmicos.
Dizer que o extremismo desassocia não é exagero, partindo do pressuposto de que, não há comunicação, uma vez que o ato de comunicar é falar e ouvir. Diálogo. E o extremista não o deixa acontecer.
Ideais, valores servem para guiar e nortear tua conduta e não pregar discursos deslumbrados.
O extremismo seria uma doença? Visto que quem o “porta” não se dá o direito de sequer pensar em contrapor.
Dizer por dizer. Uma luta em vão. Palavras ao vento.
A utopia dos estúpidos.

Eu falo de sexo, de paixão e de tesão
To adorando o enfoque perversão
Eu digo à maldade...
Ao meu lado negro, ó que obscuro!

Sou um poeta, sou um admirador,
Eu canto com a dança,
Eu danço com a voz lírica,
Que melodia... Senhor, que melodia...

Bailando em sangue, tomando,
Jorrando em dor, ficando,
Querendo tomar, saboreando,
Querendo te abusar, amando,

Quebrando regras
Quebrando padrões
Estabelecendo princípios
E novas concepções,
Ah! Odeio rimas,
Tão certas combinações...

Cadê teu sexo, amor?
Cadê a alegria dos meus olhos...
Estou perplexo, meu bem?
Cadê o suor dela? Cadê o “x”

Marcada, como eu marco
Sentidas, como tu sentis
E vista, com ele a vê
Sou eu, sou você, é o cara... O mestre!

Mis, o’lodef, ralacráx-eia
T denea, sep-dê’m mira
Que’tera doverar…
... L’amour!

Como você pôde ver meus olhos e fugir?
Me deixando pra baixo... em minha essência!
Fiquei entorpecido sim...
Meu espírito então, frio, em um lugar onde só você pode encontrar...

Me desperte,
Me liberte!
Me chame e me salve das trevas,
Faça meu sangue correr antes que eu morra,
Salve-me do nada que me tornei

Agora eu sei o que sinto falta,
Você não pode me deixar...
Eu tomo fôlego, e você me traz à vida...

Frio, gelado, sem você fico assim...
Meu bem, sem teu amor eu vou morrer... Traga a minha vida!

Todo esse tempo... eu não quis acreditar
Estava preso às trevas, e você ao meu lado gritava...
Mil anos adormecido, mas despertei...
Sem pensar, sem gritar, sem sangrar!
Não me deixe morrer...
Deve haver algo mais...

Traga-me a vida...
Traz à vida...
Falar da pobreza do Brasil já rendeu muito dinheiro para grandes produtores de filmes e documentários. Muitos publicitários já venderam seus produtos utilizando das imagens de crianças e adolescentes carentes para chegar até seu publico alvo, muitas vezes a própria criança de sua campanha.
Parece que é bom mostrar as formas de violência e miséria que essas crianças e adolescentes sofrem para o mundo. Parece que rende desgraçar a imagem de meninos e meninas sem condições de educação, moradia e dignidade.
Em foco para cascavel, vemos tão poucas reportagens sobre crianças vitoriosas, escolas com projetos sociais aplicados, infra-estrutura desenvolvidas pelos órgãos públicos para que as crianças possam ser tiradas dessa marginalização e dessa imagem de pobreza e miséria vendida há tempos pelos grandes meios de comunicação.
Às vezes pensamos que são poucas as ações feitas pelos órgãos públicos, e que, talvez necessitássemos de mais projetos. Contudo não vemos ressalva pelos projetos que estão em andamento.
Não são raros os momentos que lemos nos jornais, ou ainda, vemos nos noticiários, a forma que tratam e mostram os acontecimentos relacionados à criança e ao adolescente. São em sua maioria notícias que falam de tragédias, mortes, roubos, entre outros delitos feitos por menores.
Mas em cascavel, assim como em todo o Brasil, temos crianças bem-sucedidas em inúmeros nichos. Nos esportes, nos estudos, nas artes e assim por diante, o que falta é estimularmos nossas crianças.
Esse estimulo não tem uma formula exata, mas já se sabe que um espaço na mídia ajudaria muito para que essas crianças e esses adolescentes tivessem uma oportunidade e no caso do esporte e das artes que são áreas mais complexas, um possível patrocínio.
É dever da imprensa ajudar a promover a boa infância. A criança de hoje é o futuro de amanha. Frase um pouco manjada, porém é a mais pura verdade, pois se encaminharmos nossas crianças no “caminho certo”, com certeza não teremos problema no seu desenvolvimento.
Apoio à criatividade e a possibilidade de superação. Quem sabe com esse apoio consigamos tirar a imagem de pobreza brasileira impregnada em nossa reputação, e acabar com o faturamento de tantos aproveitadores.
Nos últimos dias, vimos estampados nos maiores jornais do país o polêmico aborto realizado por uma garotinha de 9 anos de idade, que foi estuprada pelo padrasto e engravidou de gêmeos. Tal fato trouxe para a família e para os médicos que decidiram pelo aborto, uma forte punição pela igreja católica, a excomunhão.
Esta é a maior forma de castigo que a igreja pode aplicar, já que não se usa mais a fogueira...
Os médicos optaram pelo aborto por ser a decisão mais coerente, visto que, a menina corria sérios riscos de morrer e não levar a gestação adiante, contudo a igreja pensara diferente...
O aborto é garantido por lei em duas ocasiões pelo que consta o Código Penal Brasileiro no seu artigo 128, do Decreto - Lei n° 2848 de 07/12/1940, que diz: "Não se pune o aborto praticado por médico: "I - Se não há outra maneira de salvar a vida da gestante.” “II - Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu responsável legal”; e as duas concessões estavam ao lado da pequena mãe.
A polêmica maior foi feita sobre a decisão da igreja, que ao invés de acolher a menina, a expulsa, excomunga tanto sua família, quanto os médicos que salvaram sua vida.
Mas vejamos bem, seria mesmo tão importante estar nesta instituição que obriga, prende, puni a viver tal atrocidade? O que fazer num local como esse?
A igreja se coloca acima do bem e do mal, contesta decisões médicas, que são feitas para o bem estar social, e quer ser respeitada. Mas pergunto, qual o respeito que a igreja Católica teve com o menina, com a criança que ainda brinca de bonecas.
Como pode uma instituição que prega o entendimento, o diálogo, sequer ouvir para tentar entender a situação, se bem que não há o que ser entendido, pois o que ocorreu é a salvação de uma vida. Um crime aconteceu e um circo foi montado, e no centro do picadeiro, a igreja, mostrando mais um número de ignorância e autoritarismo, uma combinação que a sociedade inteira poderia ficar sem assistir...

EU SEMPRE QUIS DESENHAR, DESENHAR COMO SE PUDESSE TIRAR RETRATO DO QUE SINTO POR DENTRO.
DO QUE EU PENSO E NÃO DIGO.
DO QUE EU SONHO E NÃO CONSIGO.
ISSO PARA QUE ALGUÉM PUDESSE VER E DIZER:
“QUE BONITO!”
OU “QUE TRISTEZA!”
OU “A ORELHA NÃO FICOU GRANDE DEMAIS?”
NÃO PRECISA NEM GOSTAR DO MEU DESENHO. NA VERDADE EU QUERIA QUE A PESSOA QUE VISSE MEO DESENHO PUDESSE ENTENDER O QUE EU TENHO CÁ DENTRO
SENTIR IGUALZINHO TUDO O QUE EU SINTO, SÓ ALGUMAS MUDANÇAZINHAS POR TER MISTURADO O QUE EU SINTO COM TUDO O QUE A PESSOA ESTIVESSE SENTINDO.

PEDRO BANDEIRA
No fim do ano passado, quando a bomba americana estourou com os sonhos de meio mundo, a população, em pânico, parou de gastar e passou a analisar e refletir suas necessidades de compra. Isso em todo o mundo, no entanto em uma pequena aldeia chamada Brasil, o pajé da aldeia disse para todos que era a hora de ir às compras, comprar roupas novas, sandálias novas, lençóis e até mesmo veículos...
As pessoas, com medo recuaram, mas como em toda aldeia, seguiram as ordens do chefe. Enquanto pessoas com um pouco mais de conhecimentos mostravam com dados, estatísticas e porcentagens que o momento não era de investimentos, que não era hora de comprar, o tal do pajé insistia em dizer que a crise do “mundo grande” não chegaria, e se chegasse seria apenas um ventinho na aba.
Pois bem, os pobres habitantes dessa aldeia compraram o que podiam, porém chegara a hora de pagar por essas compras, até aí, nada de anormal, pois costumeiramente paga-se o que se compra, mas o problema é que, uma boa parte da população perdeu seu emprego, outra parte da população foi afetada pelos altos preços dos alimentos, pelo estrangulamento do crédito, dentre outros tantos fatores advindos daquela brisa que não chegaria...
A brisa chegou, e por brincadeira do destino ela se transformou em maremoto... Coitado do pajé, deve estar perdendo o sono, repensando o que fez com a pequena aldeia Brasil.
Há quase vinte anos o estatuto da criança e do adolescente (ECA), foi criado com o intuito de proteger e garantir aos jovens a condição de cidadãos com direitos, não esquecendo dos deveres, como a educação fundamental.
O estatuto em seu artigo 4 prevê que o menor "é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes á vida, à alimentação, à saúde, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária", a punição não está dentro dos princípios e das finalidades do ECA, pois seria incongruente ao documento tratar de punir o que defende.
Nos últimos anos temos visto cenas em que os menores aparecem sendo protagonistas. São eles os assaltantes, marginais (optantes pela marginalidade), viciados, bandidos frios e estrategistas, e o que mais está assombrando... Crianças como assassinas.
Defronte a tudo isso a sociedade se viu temente. Os cidadãos sentindo medo, “põe os pés pelas mãos”, exigem uma atitude, pedem justiça, e a solução encontrada é a mudança da legislação, mais precisamente a redução da maioridade penal, para que as crianças comecem a conhecer o “mundo das grades” mais cedo, como se fosse a solução mais sensata a se tomar, como se a prisão reabilitasse, reeducasse, reestruturasse a personalidade formada por essa sociedade que assim os julgam.
Já sabemos há algumas décadas que a prisão não cumpre seu papel de reabilitar o cidadão, que o sistema prisionário do nosso país é falido, servindo apenas para excluir o individuo, sendo assim, fica claro que colocar os menores infratores na cadeia é mais uma medida injusta e nada eloquente de acabar com a criminalidade.
Entendendo, reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos é uma atrocidade que pode não haver volta, pois se for sancionada essa lei os aliciados serão os menores de 16... É uma bola de neve sem fim.
Há muitas outras formas para que a criminalidade infanto-juvenil tenha fim, a educação, por exemplo, é o canal para o desenvolvimento do país e ao invés de procuramos um “remédio” para sanar esse mal, poderíamos nos preocupar com a “vacina”... Vendo que nossas crianças são vitimas de um sistema, em que nós também sofremos. Nossos jovens estão sendo obrigados ao trabalho escravo logo na infância, à exploração sexual, violência praticada muitas vezes por pessoas da própria família e sem lazer, com uma educação ruim e uma família desestruturada o caminho do ócio, do prático é muito mais “chamativo”.
Prender essas crianças, sem dar-lhes a atenção necessária é sem duvida um crime muito maior do que o cometido por elas, pois a dignidade é um direito universal a todo ser humano e sendo as crianças o futuro da humanidade, esse mal não terá retorno, a raiz da impiedade restará e arrastará mais jovens à esse caminho da degradação.

O berço do preconceito

Claramente, onde é que o preconceito nasce, onde ele surge?
Todos temos nossas famílias e respectivamente cada individuo recebeu a educação que seus pais consideravam a mais correta e indicada para o sucesso dos filhos, contudo, será que a ‘educação’ dadas pelos pais rege o principal conceito para a formação de um cidadão, que é o respeito para com tudo e todos na sociedade.
O respeito é fundamental para a convivência em comunidade, para o bem estar social e até mesmo individual, pois quem não se respeita, não consegue respeitar o outro, nem mesmo o ambiente em que vive.
A falta de respeito está diretamente ligada a educação advindas dos pais, que não criam a personalidade, a idoneidade dos filhos, mas interferem de forma primordial para a mesma, sendo assim a criança que cresce vendo desrespeito não tem outra opção a não ser copiar os atos dos pais, claro que há as exceções, mas falamos de forma generalista.
Ele surge quando o indivíduo, ainda criança, em sua etapa de desenvolvimento e de apropriação do que é certo e errado, vê uma cena de discriminação de seu pai, entendendo que este faz o que é certo, portanto discriminar é o certo a se fazer, e começa a praticar atos semelhantes que são ovacionados em vez de repudiados.
O preconceito é falta de respeito, logo falta de educação, pois não foi ensinado que não se deve julgar, criticar, maltratar, humilhar o outro. Vem de casa por que toda educação psicológica deve vir com a criança através da observação que fazem de seus pais, familiares, amigos, enfim, da observação que faz do mundo que a rodeia.
Esse problema é antigo, é uma falta de educação que vêm de gerações, pais erram copiando erros de seus pais, que não tinham como questionar, uma vez que era proibido protestar o que seus pais diziam.
Mas hoje, esse problema causa indignação social, pois tomou uma proporção imensa, por não ser resolvido em seu “nascimento”, ele vem embalado numa bola de neve, que parece não ter mais fim.
Observar e procurar de onde vem como começa é o primeiro passo para que haja o extermínio desse mal que está presente há tantos séculos em nossa humanidade. Um mal que já matou, já exilou, excluiu e machucou tanta gente.
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