
Desde que saí da infância, sempre olhei com certa prepotência ao trabalho dos cantores Sandy e Junior. Mais precisamente da Sandy.
Desmentia quando alguém dizia que eu ouvia Sandy e Junior na infância, e até algumas vezes na adolescência.
E quando a dupla anunciou que iriam se separar, olhei com indiferença ao fato, pois há tempos não os ouvia mais.
No entanto, o último trabalho que fizeram juntos, um DVD acústico me chamou a atenção, assisti inteiro. E até gostei.
Me vi em certa ocasião defendendo-os de minha irmã mais nova, que dizia que aquilo era uma bosta. Me senti ofendido. Como poderia ser uma bosta a trilha sonora da minha infância?? A verdade é que, era isso que eu também havia proferido diversas vezes...
O fato foi consumado e os irmãos, enfim, se separaram.
Pensei, o que vai ser da Sandy? O Junior montou uma banda estranha, de um rock estranho, de moicano estranho... Algo estranho...
E a Sandy? Coitada, pensava eu...
Mas por fim, este ano, ela ressurge das cinzas. E lança um CD incrível. Todo autoral, com participações especiais do irmão e do marido, Lucas Lima, também produtor do CD.
Sandy e seu Manuscrito, derrubam meus preconceitos. Fui encantado com sua obra. Sua lira, tão simples em tão complexos versos. Uma melodia leve, gostosa de ouvir, no transito, em um momento de leitura, em um momento de reflexão, em um romance, para fazer trabalhos escolares. Enfim, para ouvir, apreciar e para mim, para me redimir.










