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Desde que saí da infância, sempre olhei com certa prepotência ao trabalho dos cantores Sandy e Junior. Mais precisamente da Sandy.
Desmentia quando alguém dizia que eu ouvia Sandy e Junior na infância, e até algumas vezes na adolescência.
E quando a dupla anunciou que iriam se separar, olhei com indiferença ao fato, pois há tempos não os ouvia mais.
No entanto, o último trabalho que fizeram juntos, um DVD acústico me chamou a atenção, assisti inteiro. E até gostei.
Me vi em certa ocasião defendendo-os de minha irmã mais nova, que dizia que aquilo era uma bosta. Me senti ofendido. Como poderia ser uma bosta a trilha sonora da minha infância?? A verdade é que, era isso que eu também havia proferido diversas vezes...
O fato foi consumado e os irmãos, enfim, se separaram.
Pensei, o que vai ser da Sandy? O Junior montou uma banda estranha, de um rock estranho, de moicano estranho... Algo estranho...
E a Sandy? Coitada, pensava eu...
Mas por fim, este ano, ela ressurge das cinzas. E lança um CD incrível. Todo autoral, com participações especiais do irmão e do marido, Lucas Lima, também produtor do CD.
Sandy e seu Manuscrito, derrubam meus preconceitos. Fui encantado com sua obra. Sua lira, tão simples em tão complexos versos. Uma melodia leve, gostosa de ouvir, no transito, em um momento de leitura, em um momento de reflexão, em um romance, para fazer trabalhos escolares. Enfim, para ouvir, apreciar e para mim, para me redimir.

Polemizar. Ação para manter-se frente aos holofotes.
Para poucos.
Para GaGa. Lady GaGa.

A questão é, revolucionar, tentar mudar uma concepção, não vem de hoje. Até por que, o avanço liberal (ou libertino) vem dessas febres revolucionárias surgidas desde... desde muito tempo.
Lady GaGa é só mais uma. Quando consegue ser única. Quando consegue ser tudo.
Muitas críticas sobre seu trabalho são criadas, que ajudam a divulgar sua irreverência e seu deboche. Se bem que ela não precisa de gente falando mal, para crescer em popularidade.
O fato é que ninguém consegue explicá-la e ela só tende a “piorar”...
Ela não é uma cantora comum. Uma ‘showgirl’ encontrada em qualquer Dallas Club. Ela é uma personagem.
A personificação da ousadia.
Escrever textos opinativos não é mais fácil que fazer uma entrevista e construir um lead. Assim como, não é mais difícil.
Quando escrevo algo em que dou minha opinião, não quero que concordem comigo. Quero que reflitam sobre o tema que coloquei em discussão, analisem o que eu disse e por fim, formulem suas ideias.
Quem opina querendo convencer e ser aceito, não está cumprindo o seu papel de formador de opinião, e sim, tentando impor um pensamento, que pode estar certo, ou errado. Partindo do pressuposto de que, a verdade pode ser relativa.
A não concordância pode ser melhor do que a aceitação, por que faz com que o autor repense nos pontos levantados pelo opositor, gerando argumentações.
Quem opina tem de ter embasamento teórico, observação e capacidade de expor suas ideias de forma organizada que permita aos seus leitores decompor o texto, como fundamento e formular suas ideias.
A objetividade e a clareza são imprescindíveis na hora de opinar. Escrever “difícil” não mostra o poder de argumentação e muito mesmo ajuda o leitor a entender o texto. É preciso deixar claro seu discurso e em quê ele está fundamentado. Só assim será possível um diálogo entre o leitor e o autor.
A partir de hoje, até meados de dezembro, você já pode assistir sua televisão em paz.
Assistir aos noticiários com credibilidade e confiança.
O carnaval acabou!
E para alívio geral da nação de orelhas e cérebros, o samba vai dar um tempo.
...
Ainda não consigo me acostumar com o grau de importância que se dá (nesse país) ao carnaval.
Tudo pára. O comércio e principalmente as mídias (meios de comunicação) param para esse momento, que em alguns lugares, são esperados o ano todo...
(acredite, tem pessoas que vivem para o carnaval. Então quando ele chega. Pulam feito loucas. Pipocas. E depois quando termina, começam os preparativos para o próximo momento de exacerbação e excitação do corpo).
Como muitos, tristemente dizem, o Brasil só começa a trabalhar depois do carnaval...
Se bem que, depois do carnaval vem a Páscoa, não é?
Pois bem, talvez seja esse o problema de não acompanharmos o desenvolvimento de outros países... Por que começamos tarde... Quase dois meses esperando uma data, que não tem muito significado.
Pensando pelo lado econômico, o carnaval rende para o país uma boa quantia de dinheiro. Pelo gasto que a população tem para essa “festa”, e pelo turismo, talvez a maior renda seja dos turistas internacionais.
Mas não sejamos capitalistas.
Nem tudo gira em torno do dinheiro. O carnaval gira em torno do dinheiro. Logo: não devemos viver em torno do carnaval.
Nem só de plumas e paetês o carnaval é feito. Mas de muita imprudência, falta de consciência e precipitação...

O extremismo é todo ato de dizer algo e tomar aquilo por verdade absoluta, irrefutável, inquestionável.
O extremismo cega, torna a pessoa ignorante, mesmo quando a ignorância parece não poder atingi-la.
Ele é capaz de aniquilar toda aparência de cultura e todo conhecimento concebido em bancos acadêmicos.
Dizer que o extremismo desassocia não é exagero, partindo do pressuposto de que, não há comunicação, uma vez que o ato de comunicar é falar e ouvir. Diálogo. E o extremista não o deixa acontecer.
Ideais, valores servem para guiar e nortear tua conduta e não pregar discursos deslumbrados.
O extremismo seria uma doença? Visto que quem o “porta” não se dá o direito de sequer pensar em contrapor.
Dizer por dizer. Uma luta em vão. Palavras ao vento.
A utopia dos estúpidos.
Falar da pobreza do Brasil já rendeu muito dinheiro para grandes produtores de filmes e documentários. Muitos publicitários já venderam seus produtos utilizando das imagens de crianças e adolescentes carentes para chegar até seu publico alvo, muitas vezes a própria criança de sua campanha.
Parece que é bom mostrar as formas de violência e miséria que essas crianças e adolescentes sofrem para o mundo. Parece que rende desgraçar a imagem de meninos e meninas sem condições de educação, moradia e dignidade.
Em foco para cascavel, vemos tão poucas reportagens sobre crianças vitoriosas, escolas com projetos sociais aplicados, infra-estrutura desenvolvidas pelos órgãos públicos para que as crianças possam ser tiradas dessa marginalização e dessa imagem de pobreza e miséria vendida há tempos pelos grandes meios de comunicação.
Às vezes pensamos que são poucas as ações feitas pelos órgãos públicos, e que, talvez necessitássemos de mais projetos. Contudo não vemos ressalva pelos projetos que estão em andamento.
Não são raros os momentos que lemos nos jornais, ou ainda, vemos nos noticiários, a forma que tratam e mostram os acontecimentos relacionados à criança e ao adolescente. São em sua maioria notícias que falam de tragédias, mortes, roubos, entre outros delitos feitos por menores.
Mas em cascavel, assim como em todo o Brasil, temos crianças bem-sucedidas em inúmeros nichos. Nos esportes, nos estudos, nas artes e assim por diante, o que falta é estimularmos nossas crianças.
Esse estimulo não tem uma formula exata, mas já se sabe que um espaço na mídia ajudaria muito para que essas crianças e esses adolescentes tivessem uma oportunidade e no caso do esporte e das artes que são áreas mais complexas, um possível patrocínio.
É dever da imprensa ajudar a promover a boa infância. A criança de hoje é o futuro de amanha. Frase um pouco manjada, porém é a mais pura verdade, pois se encaminharmos nossas crianças no “caminho certo”, com certeza não teremos problema no seu desenvolvimento.
Apoio à criatividade e a possibilidade de superação. Quem sabe com esse apoio consigamos tirar a imagem de pobreza brasileira impregnada em nossa reputação, e acabar com o faturamento de tantos aproveitadores.
No fim do ano passado, quando a bomba americana estourou com os sonhos de meio mundo, a população, em pânico, parou de gastar e passou a analisar e refletir suas necessidades de compra. Isso em todo o mundo, no entanto em uma pequena aldeia chamada Brasil, o pajé da aldeia disse para todos que era a hora de ir às compras, comprar roupas novas, sandálias novas, lençóis e até mesmo veículos...
As pessoas, com medo recuaram, mas como em toda aldeia, seguiram as ordens do chefe. Enquanto pessoas com um pouco mais de conhecimentos mostravam com dados, estatísticas e porcentagens que o momento não era de investimentos, que não era hora de comprar, o tal do pajé insistia em dizer que a crise do “mundo grande” não chegaria, e se chegasse seria apenas um ventinho na aba.
Pois bem, os pobres habitantes dessa aldeia compraram o que podiam, porém chegara a hora de pagar por essas compras, até aí, nada de anormal, pois costumeiramente paga-se o que se compra, mas o problema é que, uma boa parte da população perdeu seu emprego, outra parte da população foi afetada pelos altos preços dos alimentos, pelo estrangulamento do crédito, dentre outros tantos fatores advindos daquela brisa que não chegaria...
A brisa chegou, e por brincadeira do destino ela se transformou em maremoto... Coitado do pajé, deve estar perdendo o sono, repensando o que fez com a pequena aldeia Brasil.
Bom gente,
Essa aqui é a banda Manacá, pessoal carioca que faz um som muito bom.
Diferente de tudo que já ouvi... É bizarro, pois mistura algo meio nordeste com um Rock’n Roll muito bom...
Vale a pena conhecer, essa musica que eu postei anteriormente é um dos destaques da banda... As letras são bacanas, tratam de temas foclóricos, até o nome da banda é baseado na obra de Ariano Suassuna, “A pedra do reino”, que por sinal foi uma minissérie da Globo...
E como um assunto leva outro, falando em minissérie, a vocalista da banda, Letícia Persiles foi a protagonista da minissérie global de 2008, Capitu, uma das melhores produções do ano e da história do teatro moderno e da televisão.



Encerou na ultima sexta-feira a minissérie Maysa exibida pela Rede Globo, sem sombra de dúvidas, uma das maiores produções televisivas da história da comunicação brasileira.
Seu conteúdo ousado e forte trouxe admiradores e muitos contrários a obra. Por se tratar de uma obra não-ficcional, pois a vida repleta de polêmica e absurdos que a personagem passara realmente aconteceu.
Dirigida por seu filho Jayme Monjadim, muitos pontos polêmicos foram levantados em relação à relevância, uns ousando até polemizar o fato de envolver os netos da mesma para fazer parte da trama (em minha opinião fato louvável), dentre outras polêmicas sobre a obra de Manuel Carlos.
Mas o que não pode ser questionado é o fato da cantora ser TUDO o que aprendemos ser errado, TUDO o que aprendemos que não se deve fazer... Maysa era a pessoa completamente fora de seu tempo, ‘pra frente’, ousada, avançada e sim: ERRADA!
Agora, perguntamos, como é que podemos nos enfeitiçar tanto? Como é que ela conseguiu nos prender, nos emocionar, nos fazer sentir piedade das tragédias que acontecia???
A pessoa errada nos deixara tontos, emocionados, sentidos. Sem explicações!
Entendo como as pessoas de sua época ficavam... Sentiam, pois se com apenas uma amostra que tivemos nos apaixonamos por sua figura, as pessoas eram enlouquecidas por ela, pois Maysa falava ao coração.
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