Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

O comércio de livros no Brasil nunca esteve tão bem como nesses últimos 3 anos.
A taxa de analfabetismo caiu.
Estamos vivendo o advento da internet.
O número de crianças matriculadas nas escolas aumentou.

Com essas premissas, imaginamos que o brasileiro está lendo, se informando, se aculturando, como dizia José Marques de Melo. No entanto, não é bem assim.
A taxa de leitura, contada por indivíduo alfabetizada, nos mostra que, cada vez mais, as pessoas estão deixando de procurar os livros.
Parece contraditório dizer que as pessoas não estão procurando os livros, sendo que os números mostram um aumento na venda de obras. O que acontece é que, os livros realmente estão sendo mais adquiridos, por um nicho. Apenas uma parcela da população encontrou o meio da literatura para se entreter, aprender, enfim, busca o livro nas prateleiras das livrarias.
Outra grande parcela da população foge, literalmente da leitura. Por motivos infinitos e muitas vezes infundados.
A verdade é que, muitos não foram incentivados a ler, não tiveram a leitura cultivada desde a alfabetização, ou mesmo, deixaram de ler por falta de tempo, preguiça, e como já disse, motivos para fundamentar o fato não acabam.
O problema se torna mais grave quando nos vemos na era da informação, e essa vem muito rápida, se modifica a cada momento e muitas vezes chega vazia, nula, esperando do informado a busca por seu detalhamento, ou mesmo, espera que o informado tenha um conhecimento prévio do assunto.
A solução só é visível, pelo menos a curto prazo, pela educação.
Mais uma vez a escola tem de resolver o problema da sociedade. Mas ela consegue.
O professor tem de estimular seu aluno, de uma forma que este goste de ler, sinta prazer pela leitura. A leitura não deve ser forçada, não tem de ter caráter obrigatório (mesmo sendo), tem de ser agradável.
Para o professor e ator Givaldo Moisés Oliveira, professor de Português, pela Unioeste e especialista em Fundamentos Estéticos para Arte, pela FAP.
O incentivo à leitura, ao hábito e à busca pelos livros deveria vir de casa, mas muitas vezes, as famílias por seus tantos problemas, não direcionam as crianças aos livros. Essa criança cresce sem o gosto pela leitura, e a escola pode intervir novamente, “Trabalhar leitura hoje com o adolescente é uma dificuldade, uma vez que o ato de ler demanda tempo e concentração, e o adolescente hoje é bastante imediatista. Mas é necessário conscientizá-los da importância da leitura enquanto ser que atua socialmente, lembrando que o conhecimento abre portas para muitas possibilidades, e que é necessário para se ter um referencial teórico. Pois em qualquer fase da vida será necessária a atividade da leitura. Quando se trabalha a visão da importância da leitura enquanto relação humana, desperta no adolescente o interesse e a possibilidade do mesmo ir em busca da informação. Também temos que ter em mente que devemos partir da realidade do educando e do seu contexto por exemplo, se eles gostam de musica, partir dessa vertente e trabalhar a musica enquanto produção poética, incentivando a busca da biografia dos cantores, compositores e assim por diante, e automaticamente estaremos incentivando a leitura”, explica Givaldo.
Para ele, a tecnologia é uma realidade e não pode ser desconsiderada, e nem pode ser deixado de lado para ficar questionando se é ou não boa para educação. “O importante é perceber que ela faz parte dessa geração considerada “Geração Digital”, e que eles possuem acesso a uma enorme gama de informação. O que é necessário é ajudá-los na sistematização dessas informações e incentivá-los no que tange a leitura enquanto prazer, formação, criação e pesquisa. Outra possibilidade entre tantas, solicitar a procura de textos de autores na internet e comentários sobre os mesmos, isso também em relação a musica, poesia, curiosidades. Dessa forma estaremos formando leitores, que não deixaram de se conectarem e ao mesmo tempo estaremos incentivando a leitura e a pesquisa”.
Circulando pelas noticias sobre educação, encontrei essa que achei, no mínimo, sensacional. Uma lei já aprovada em primeira instancia na Câmara de São Paulo, elaborado pelo vereador Gabriel Chalita (PSDB).
O projeto prevê que os alunos que ofenderem ou intimidarem os colegas, com ou sem agressão física, praticando o chamado bulling, tenham seus nomes divulgados em um relatório que será diariamente enviado para a Secretaria de Educação.
No entanto esse relatório não tem caráter punitivo, sendo assim, seu uso e sua finalidade perde um pouco o foco, mas já é uma maneira de inibir a falta de educação e respeito com os outros. Uma complementação para a lei, seria abranger o bulling contra professores, prática que vem aumentando a cada dia, mas parece que ainda não foi pensados nos profissionais da educação.

A frase “os tempos estão mudandos” está cada dia mais parecendo clichê, pois essa transformação é tao avassaladora e rápida que ao anunciarmos uma novidade, esta já se torna passado.
As mudanças estão se apresentando na área da tecnologia e nas relações sociais, que receberam uma reviravolta, mudando as formas de pensar e de se relacionar das pessoas. A noção de “certo e errado” está a cada dia mais complexa e relativa.
A palavra do século é a “alteridade”, que se resume em respeitar as diferenças culturais, as formas de pensar e viver de cada um e os meios de comunicação estão no centro desse turbilhão, passando o todo momento os valores que foram substituídos, as regras que já foram quebradas.
E a educação, sistemática, vive sua maior indagação da história: “Como, O quê e Pra Quem ensinar?, pois as famílas estão desestruturadas, ou pelo menos, com uma estruturação incomum.
As crianças sem limites, já que o “mundo” obriga os pais a trabalharem tanto a ponto de privarem-os de assistir e auxiliar no desenvolvimento dos seus filhos, deixando assim, a educação assistemática, tornou-se uma tarefa para a escola.
Tarefa que a escola não cosegue suportar!
“Os tempos estão mudando”, e aceitar essa condição é o primeiro passo para acompanhar esse evolução. Respeitar os níveis de conhecimento e toda forma de manifestação cultural está diretamente ligado a simples vontade de se viver... Viver em comunidade, trabalhar junto, assumindo as falhas e buscando “correr” com a modernização.


Hoje, terça-feira (28), os professores da rede municipal de educação de Cascavel paralisam suas atividades pedagógicas e vão às ruas em busca de negociação salarial.
O sindicato dos professores (SIPROVEL) entregou à prefeitura uma lista de reivindicações, como o avanço na tabela, a correção no cálculo do salário, a ajuda de custo ao invés do cartão-transporte e a elevação do piso nacional dos monitores de biblioteca e instrutores de informática. Todavia a prefeitura disse não haver recursos financeiros, pois o prefeito Edgar Bueno quer trabalhar dentro do “limite prudencial” de 49% da folha, sendo que a folha pode chegar a 54%.
Mas o fato que causa mais indignação à categoria (e deveria chocar a sociedade como um todo) é que os salários dos Vereadores aumentaram 25%, o salário do prefeito aumentou 56%, assim como dos secretários, diretores e gerentes de gabinetes. Um exemplo dessa porcentagem: a secretária de educação começou o ano ganhando R$ 4 mil reais e hoje está ganhando R$ 9 mil e quatro reais, e o pior está por vir, Edgar justificou o aumento dizendo que ele precisa de pessoas “competentes e motivadas ao seu lado”.
Os professores se revoltaram com a forma como foram tratados pela administração da prefeitura e principalmente pela secretária de educação, Maristela Becker Miranda, que até o ano passado estava junto com os professores, lutando atrás das melhorias e mostrando em números, de onde é que havia a verba para a regularização da classe, veja que esta luta não é de hoje.
Ao ver tal descaso a categoria decidiu fazer um manifesto para mostrar à sociedade e principalmente ao prefeito a indignação. A passeata vai da igreja matriz até a câmara dos vereadores e conta com o apoio da sociedade em peso.

Ao redigir esse texto, lembrei-me de frases como:
- “professor é tudo vagabundo, não gosta de trabalhar, vive com feriado, recesso...”.
- “professor adora greve, faz de tudo pra não ter que trabalhar...”.
- “professor reclama de barriga cheia, tem um salário alto e vive ganhando aumento...”.
- “esses professores aí, não cuidam da sala e jogam a culpa na família...”.
- “professor não faz mais que a obrigação...”.
E decidi desmistificar um pouco estas “afirmações” e veja que não é difícil derrubar essas falsas idéias...

1) “professor é tudo vagabundo, não gosta de trabalhar, vive com feriado, recesso...”.
Primeiramente peço desculpas ao palavrão, pois gostaria de retratar com clareza o que ouço. Vive com feriado e recesso, quem se veste desse argumento mostra quão ignorante é, pois existe um calendário escolar, onde consta 200 dias letivos, são 200 dias que deverão ser trabalhados, sendo assim, o feriado e o recesso não são contados dentro desses 200 dias letivos. Para ilustrar, é só perceber que alguns anos as aulas começam mais cedo e terminam mais tarde (como esse ano), pois o número de feriados que caem no meio da semana é maior que o do ano anterior.
Ok, desmistificado um argumento!

2) “professor adora greve, faz de tudo pra não ter que trabalhar...”.
Nossa, a falta de compreensão da pessoa que profere essa frase é enorme, mal sabe que quando há greve, esses dias deverão ser repostos, ganhando, ou perdendo a “causa”.
Até mesmo nas paralisações (como a de hoje), deverá ser reposto esse dia, sendo aceita as reivindicações ou não, pois foi um dia que não foi trabalhado na escola.

3) “professor reclama de barriga cheia, tem um salário alto e vive ganhando aumento...”.
Primeiro ninguém tem a barriga tão cheia que não queira enchê-la mais... Mas não é o caso dos professores, quando há o aumento do salário mínimo, o professor, assim como quase todos os funcionário públicos, não recebem o reajuste, pois a forma de cálculo é diferente.
Sendo assim, a prefeitura estipula um valor, ou o sindicato reivindica a porcentagem, que é ou não aceita pela prefeitura, no entanto, costumeiramente o valor aceito é sempre inferior ao pedido. Ex: ano passado foi pedido um cálculo baseado em 6% e só foi aceito 3%, sendo ainda divididos em 3 meses...
Por isso a necessidade de estar sempre pedindo... Porque nunca se ganha!

4) “esses professores aí, não cuidam da sala e jogam a culpa na família...”.
Esse assunto não diz muito respeito à paralisação, mas sempre há aqueles que aproveitam essa hora para dizer tudo o que está engasgado...
A família está cada dia mais desestruturada, ou no mínimo numa estruturação incomum, que ainda não assimilamos e não compreendemos, mesmo ás vezes, fazendo parte dessa nova família.
O limite das crianças é quase inexistente e esta é uma afirmação impossível de ser quebrada, uma vez que, em qualquer ambiente em que há uma criança, observa-se a falta de limites e a ineficácia da autoridade dos pais. E a escola ficou com a impossível tarefa de educar.
Impossível? Mas não é dever da escola educar?
A educação vem de casa, a escola ensina conteúdo, possibilita o conhecimento e sistematiza a educação, os valores e as regras advindas da família.
A “culpa” sempre esteve com a família, porém, antigamente não era preciso chamar a família para resolver problemas na escola, até porque, se o pai fosse chamado pela escola, a situação ficava complicada para criança... Coisa que não acontece mais...

E por fim e tão triste a expressão:

5) “professor não faz mais que a obrigação...”.
Essa também não tem muito a ver com o manifesto, é mais com a expressão à cima, mas eu a escolhi por ser uma frase tão ouvida e tão triste.
Não tem nada mais desanimador para um cidadão trabalhador, do que fazer o seu trabalho bem feito, com dedicação, zelo e receber um “não faz mais que a obrigação”.
Ninguém gosta de ser tratado assim. Ninguém!
Falando do nosso profissional da educação, se perguntarmos ao indivíduo que usa esse discurso, “qual é a obrigação do professor?”, provavelmente iremos ter uma resposta errônea e preconceituosa sobre o papel da escola, até por que esse papel já foi tão debatido que às vezes acredito que perdeu-se um pouco o rumo.
A função da escola é ensinar.
Não deve ter outros sentidos, não deve ser assistencialista, por que tira a responsabilidade do governo. Não deve ter de educar, por que tira a responsabilidades dos pais.
A escola tem que ensinar. Ensinar a criança os conteúdos necessário para a vida, ensinar a criança a pensar (pensar tem que ser ensinado, alienar-se é padrão), tornar um cidadão crítico que não possa ser enganado, que não encare a escola como depósito, nem mesmo transformador, por que a escola não faz milagre, não trabalha com osmoze e não consegue sozinha, ela não é capaz, por que a criança é um ser sócio-histórico, tem uma história de vida, tem uma família e vive em sociedade.
É todos pela educação, cada um cumprindo sua função!

Acredito que consegui derrubar alguns discursos de senso comum.
Espero que tenha gostado e que comente mostrando sua opinião.
De tempos em tempos, vemos novas palavras invadirem a mídia, a sociedade, nos fazendo refletir sobre algo já dito, já pensado. Estamos numa época onde os direitos civis estão se tornando mais aguçados, as pessoas estão mais informadas e utilizando mais essa informação.
Há muitos anos, a educação especial vem sido tratada de forma excludente, pois era oferecida em centros especializados para cada área de deficiência, no entanto essa prática deixou de ser considerada correta por privar as crianças especiais do convívio social e limitando-as a um grupo de pessoas.
Surge então, em 2001, o documento aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Lei nº 3.956, exigindo que a criança especial freqüente o ensino regular podendo em meio período estar em uma escola especializada.
O que muda? Agora é terminantemente proibido que uma criança não esteja matriculada e freqüentando a escola regular.
Mas o que devemos indagar agora nessa febre da acessibilidade/inclusão é que a escola não está preparada para recebê-los, não por falta de vontade, mas por condições mesmo. O professor não tem conhecimento teórico-prático para trabalhar com os alunos com necessidades especiais, a instituição ‘escola’ não tem equipamentos, profissionais de apoio, não possui nem mesmo espaço físico para essa inclusão.
Há anos tem sido oferecido o atendimento especial diferenciado e com qualidade, em centros especializados e de uma hora para outra mudam tudo, não dando tempo para que as modificações aconteçam, nem mesmo subsídios para tal mudança, pois quem tem de dar assistência é o Estado, mas não, esperam as crianças chegarem nas escola para depois pensar nos métodos, nos aperfeiçoamentos e nas mudanças, mostrando a falta de planejamento que, infelizmente temos em nosso país, onde as decisões são tomadas às pressas...
Reflitamos caros leitores, a inclusão não é só importante, é necessária, contudo tem de ser feita com responsabilidade e com muita cautela. Acessibilidade é derrubar as barreiras do preconceito e não somente as barreiras arquitetônicas.

EU SEMPRE QUIS DESENHAR, DESENHAR COMO SE PUDESSE TIRAR RETRATO DO QUE SINTO POR DENTRO.
DO QUE EU PENSO E NÃO DIGO.
DO QUE EU SONHO E NÃO CONSIGO.
ISSO PARA QUE ALGUÉM PUDESSE VER E DIZER:
“QUE BONITO!”
OU “QUE TRISTEZA!”
OU “A ORELHA NÃO FICOU GRANDE DEMAIS?”
NÃO PRECISA NEM GOSTAR DO MEU DESENHO. NA VERDADE EU QUERIA QUE A PESSOA QUE VISSE MEO DESENHO PUDESSE ENTENDER O QUE EU TENHO CÁ DENTRO
SENTIR IGUALZINHO TUDO O QUE EU SINTO, SÓ ALGUMAS MUDANÇAZINHAS POR TER MISTURADO O QUE EU SINTO COM TUDO O QUE A PESSOA ESTIVESSE SENTINDO.

PEDRO BANDEIRA
Há quase vinte anos o estatuto da criança e do adolescente (ECA), foi criado com o intuito de proteger e garantir aos jovens a condição de cidadãos com direitos, não esquecendo dos deveres, como a educação fundamental.
O estatuto em seu artigo 4 prevê que o menor "é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes á vida, à alimentação, à saúde, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária", a punição não está dentro dos princípios e das finalidades do ECA, pois seria incongruente ao documento tratar de punir o que defende.
Nos últimos anos temos visto cenas em que os menores aparecem sendo protagonistas. São eles os assaltantes, marginais (optantes pela marginalidade), viciados, bandidos frios e estrategistas, e o que mais está assombrando... Crianças como assassinas.
Defronte a tudo isso a sociedade se viu temente. Os cidadãos sentindo medo, “põe os pés pelas mãos”, exigem uma atitude, pedem justiça, e a solução encontrada é a mudança da legislação, mais precisamente a redução da maioridade penal, para que as crianças comecem a conhecer o “mundo das grades” mais cedo, como se fosse a solução mais sensata a se tomar, como se a prisão reabilitasse, reeducasse, reestruturasse a personalidade formada por essa sociedade que assim os julgam.
Já sabemos há algumas décadas que a prisão não cumpre seu papel de reabilitar o cidadão, que o sistema prisionário do nosso país é falido, servindo apenas para excluir o individuo, sendo assim, fica claro que colocar os menores infratores na cadeia é mais uma medida injusta e nada eloquente de acabar com a criminalidade.
Entendendo, reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos é uma atrocidade que pode não haver volta, pois se for sancionada essa lei os aliciados serão os menores de 16... É uma bola de neve sem fim.
Há muitas outras formas para que a criminalidade infanto-juvenil tenha fim, a educação, por exemplo, é o canal para o desenvolvimento do país e ao invés de procuramos um “remédio” para sanar esse mal, poderíamos nos preocupar com a “vacina”... Vendo que nossas crianças são vitimas de um sistema, em que nós também sofremos. Nossos jovens estão sendo obrigados ao trabalho escravo logo na infância, à exploração sexual, violência praticada muitas vezes por pessoas da própria família e sem lazer, com uma educação ruim e uma família desestruturada o caminho do ócio, do prático é muito mais “chamativo”.
Prender essas crianças, sem dar-lhes a atenção necessária é sem duvida um crime muito maior do que o cometido por elas, pois a dignidade é um direito universal a todo ser humano e sendo as crianças o futuro da humanidade, esse mal não terá retorno, a raiz da impiedade restará e arrastará mais jovens à esse caminho da degradação.
Related Posts with Thumbnails