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A letra de Renato é incrível. Escrita em 1978, consegue expressar nossa sociedade tão bem.
Parece que ficou parada no tempo.
Ou nós regredimos?
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Quando pensei em escrever esse texto, minha intenção era dizer que, se Renato Russo fosse escrever essa musica hoje, mudaria algumas coisas, como, em vez de “que pais é esse?”, diria, “que pessoas são essas?”, mas como Renato escreve certo por linhas tortas... Consegui viajar um pouco e adentrar nos pensamentos russos.
Essa musica está mais perfeita do que eu pensava.
Posso usufruir dela mais ainda.
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Que país é esse... Quem forma um país é seu povo.
Um povo que condena, que tem uma atitude animalesca como a que tiveram alguns estudantes da UNIBAN, de São Bernardo. A humilhação que uma estudante de turismo recebeu, por estar com “uma roupa indevida”.
E o pior é que, depois de tantos comentários, tantas manchetes, ainda tem gente com discursos do tipo: “Mas também, olha como ela foi pra faculdade.” Ou ainda, “Ela provocou...”.
Vamos parar para pensar... Eram jovens que estavam ofendendo a garota. Eram rapazes, que gostam de ver moças de saias. Eram mulheres, que lutaram para usar minissaias. Eram pessoas! Sem o direito de julgar, simplesmente por que ninguém é mais do que ninguém.
Quem pode dizer o que é decente. Quem é decente? Quem?
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Para não me alongar, voltemos à musica do Renato Russo... Será que ela (a música) ficou parada no tempo, ou nós estamos regredindo...
É inadmissível ver esta cena e achar normal, ou apenas assimilar, não concordar, mas não fazer nada. É necessário que façamos (TODOS), uma reflexão sobre nossos valores...
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Que pessoas são essas... Não tenhamos vergonha de sermos seres humanos.
Estava lendo a revista Nova Escola e encontrei uma matéria que me chamou atenção, na verdade era uma nota simples, referente a um decreto lei assinado no Distrito Federal.
O decreto prevê a extinção do uso do gerúndio nos documentos oficiais do estado. De acordo com José Roberto Arruda, governador do Estado que assinou o documento, “de agora em diante, demitindo o gerúndio de todos os órgãos do governo e seu uso para desculpa de ineficiência”.
Pensem, caros leitores, como seria bom se essa moda pegasse?!
Esse decreto diz respeito apenas a documentação e pedidos de informação de órgãos estaduais, mas bem que poderia atingir a todos os políticos e assuntos que se referem a política...
Viajando um pouco mais, imaginem se nas transmissões televisivas e radiofônicas aquele “piiii” usado quando é pronunciada alguma palavra de baixo calão, passasse a substituir os gerúndios...
Estaríamos sendo poupados de muitos ando, endo, indo...
Essa lei foi aprovada em 2007, mas só fiquei sabendo dela agora, e fiquei curioso para saber se estão cumprindo com a lei...
Está é uma história sobre quatro pessoas: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém.
Havia um grande trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém faria.
Qualquer Um poderia ter feito, mas Ninguém fez.
Alguém se zangou por que era um trabalho de Todo Mundo.
Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia faz, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de faz.
Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito.
Colocamos sempre a culpa no tempo,
Fazemos as coisas ainda com a cabeça quente, sem calcular o que pode acontecer
E depois nos arrependemos

Perdemos tanto
Deixamos de ver e de viver coisas tão singelas
Não paramos para pensar

Pensar!
A ação mais intrínseca do ser humano
A principal característica que nos diferencia dos outros animais
E ainda a deixamos de escanteio

Não é necessário perder muito tempo para pensar
Pois se analisarmos o tempo que teremos de perder depois para remediar,
Ou ainda o tempo que não volta atrás
Que passou como uma brisa leve em nossa face
E nós com tanta agilidade viramos o rosto e a deixamos passar...

A frase “os tempos estão mudandos” está cada dia mais parecendo clichê, pois essa transformação é tao avassaladora e rápida que ao anunciarmos uma novidade, esta já se torna passado.
As mudanças estão se apresentando na área da tecnologia e nas relações sociais, que receberam uma reviravolta, mudando as formas de pensar e de se relacionar das pessoas. A noção de “certo e errado” está a cada dia mais complexa e relativa.
A palavra do século é a “alteridade”, que se resume em respeitar as diferenças culturais, as formas de pensar e viver de cada um e os meios de comunicação estão no centro desse turbilhão, passando o todo momento os valores que foram substituídos, as regras que já foram quebradas.
E a educação, sistemática, vive sua maior indagação da história: “Como, O quê e Pra Quem ensinar?, pois as famílas estão desestruturadas, ou pelo menos, com uma estruturação incomum.
As crianças sem limites, já que o “mundo” obriga os pais a trabalharem tanto a ponto de privarem-os de assistir e auxiliar no desenvolvimento dos seus filhos, deixando assim, a educação assistemática, tornou-se uma tarefa para a escola.
Tarefa que a escola não cosegue suportar!
“Os tempos estão mudando”, e aceitar essa condição é o primeiro passo para acompanhar esse evolução. Respeitar os níveis de conhecimento e toda forma de manifestação cultural está diretamente ligado a simples vontade de se viver... Viver em comunidade, trabalhar junto, assumindo as falhas e buscando “correr” com a modernização.


É difícil encontrar em nossos dias, pelo menos em nosso redor, pessoas que nunca tiveram contato com a internet, quando observamos pessoas que se relacionam pouco com a rede vemos a dificuldade que encontram de se comunicar na linguagem própria que ela tem.
Os obcecados não encontram problemas, pois são eles os criadores dessa linguagem que a cada dia ganha novos vocábulos e novas palavras que na maioria das vezes desconstroem nossa língua tão sofrida.
Nas salas de bate papo é onde se coloca em prática as expressões inventadas e nossas belas palavras graficamente regradas são destruídas, parece não ser um problema, mas o número de pessoas que por influencia da prática errônea escreve errado vem aumentando.
De acordo com a Universidade de São Paulo (USP), o número de erros nas redações dos vestibulares está aumento e os maiores erros percebidos são em virtude de vícios de escrita, como por exemplo o “vc” e o “naum”, palavras que se tornaram comuns de ver nos chats.
Não há uma solução, a não ser a conscientização das pessoas que utilizam esses meios virtuais, na verdade necessita-se de uma reflexão para a prática da conversa on line, uma verificação do modo como se está escrevendo, talvez um corretor ortográfico em programas como o MSN poderia ser uma ajuda, mas quem está preocupado com nossa língua mother?
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